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om cerca de 3.200 habitantes*, o Distrito de Calama ainda não possui coleta
de lixo. O fato é que, consequentemente, com toda essa população, produz-se
muito lixo, residindo neste ponto um dos nossos maiores problemas, pois a
inexistência da coleta do lixo nos causa muitos transtornos.
Inicialmente,
sem opção alguma, os moradores se sentem obrigados a destinarem um fim,
geralmente inadequado, a todo lixo produzido em Calama – domiciliar, comercial
e público. Depositando-o na natureza de diversas formas, muitas das vezes
incinerando ou enterrando, causando gravíssimos danos ambientais, como a
provável contaminação da água consumida por toda população calamense.
A falta de um
destino adequado para o lixo produzido em Calama, problemática extremamente
preocupante, levou os alunos dos 7º ano do ensino fundamental da Escola
Estadual General Osório a colocarem em prática o projeto “O lixo na Comunidade e a solidariedade”, buscando abrandar este
grave problema que aflinge nossa comunidade. Os referidos alunos coletaram
latas de alumínio que estavam poluindo o solo e o enviaram para a reciclagem.
 Com o dinheiro
arrecadado com o envio do alumínio à reciclagem, juntamente com a colaboração
financeira dos alunos e colaboradores (Comercial Calama), tal valor foi
convertido em uma cesta básica, respectivamente doada a uma família carente do
bairro Tancredo Neves. Portanto, além de não poluir o ambiente, também
praticou-se um ato de solidariedade.
Enfim, se separarmos
o lixo passivo de reciclagem (alumínio – latas de refrigerante, cerveja etc.) e
nos conscientizarmos que se faz necessário evitar a aquisição de materiais de
difícil decomposição (aço: latas de salsichas, legumes, etc.) poderemos fazer a
diferença com relação a todo lixo que produzimos, pois se desejamos construir
uma Calama melhor, precisamos acreditar convictamente que nossa ação individual
é capaz de fazer toda diferença.
* fonte Censo IBGE 2006.
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